FCMS participou do 2º Fórum do CFM e Escolas Médicas
Nathália Said/SZS Comunicação
A Faculdade de Ciências Médicas e da Saúde (FCMS) da PUC-SP participou, em 29 de maio, do II Fórum CFM e Escolas Médicas, realizado na sede do Conselho Federal de Medicina (CFM), em Brasília. A instituição de ensino foi representada pelo diretor-adjunto, professor-doutor Ulisses Del Nero, e pelo coordenador do curso de Medicina, professor-doutor Jorge Henna.
O encontro reuniu especialistas, conselheiros, gestores acadêmicos e estudantes para discutir o atual cenário da formação médica no Brasil. Entre os temas debatidos estiveram o alinhamento das novas Diretrizes Curriculares Nacionais (DCNs) às normativas éticas da medicina; a incorporação da inteligência artificial e da telemedicina à matriz curricular; os desafios da gestão acadêmica e os efeitos da expansão acelerada dos cursos de Medicina, especialmente diante da escassez de campos de prática para os estudantes.
O fórum também abordou questões relacionadas à segurança e ao bem-estar na formação e no exercício profissional, como a violência contra médicos e a saúde mental dos estudantes.
“Tanto o CFM quanto o Ministério da Educação e o Ministério Público Federal, por meio da Procuradoria-Geral da República, estão preocupados e unindo forças para melhorar, fiscalizar e fazer cumprir o que determinam as leis sobre a formação médica brasileira”, destacou o professor-doutor Ulisses Del Nero.
“São medidas necessárias, haja vista a quantidade de escolas médicas sem estrutura e com finalidade meramente arrecadatória que surgiram nos últimos anos, assim como o grande número de instituições que iniciaram seus cursos por meio de decisões liminares da Justiça”, completou.
Por sua vez, o professor-doutor Jorge Henna avaliou o fórum como estimulante. “Ele nos fez questionar qual tipo de médico estamos formando pela nossa faculdade”, afirmou, complementando que uma das conclusões do encontro foi a de que os cursos de Medicina exigem “um constante aperfeiçoamento do ensino, calcado nas formas mais enraizadas e estruturadas do conhecimento: a ciência”. Ele pontuou: “Fiquei com a sensação de estarmos caminhando corretamente rumo ao objetivo de formarmos bons médicos, bons cidadãos e boas pessoas”.



