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Evento da Recepção aos (às) novos(as) estudantes reuniu comunidade acadêmica para discutir meio ambiente, direitos indígenas e o papel da universidade na formulação de políticas públicas
A ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, participou, na noite de 5 de agosto, do encontro Meio Ambiente, Povos Indígenas e Justiça Climática, no Auditório 333 do Campus Monte Alegre da PUC-SP. Integrante da programação da Recepção aos(às) novos(as) estudantes, a atividade foi promovida pelo PUC no Clima, em conjunto com o Programa Pindorama, e reuniu estudantes, docentes e funcionários para discutir os desafios da crise climática, a preservação ambiental, os direitos dos povos indígenas e o papel da universidade na formulação de políticas públicas.
Além da ministra, compuseram a mesa Jacileide Augusta Vilar Martins, liderança do povo Guarani Mbyá, mestranda em Ciências Sociais e bacharel em Ciências Socioambientais pela PUC-SP, ex-bolsista do Programa Pindorama; Sabrina Jacobison Mendonça Valentin, do povo Xucuru de Ororubá, estudante de Direito e bolsista do Pindorama; o professor André Gustavo de Almeida Geraldes, docente de Direito Ambiental e coordenador do Escritório Modelo da PUC-SP; e a professora Elizabeth de Melo Rico, assistente da Pró-Reitoria de Cultura e Relações Comunitárias, que representou a Reitoria.
A presença das estudantes indígenas na mesa aproximou o debate sobre justiça climática das experiências e dos conhecimentos dos povos originários, ao mesmo tempo que evidenciou a atuação do Programa Pindorama na Universidade. Criado para ampliar o acesso e a permanência de estudantes indígenas no ensino superior, o programa integra a trajetória de diferentes gerações de alunos da PUC-SP.
Durante o encontro, Marina Silva destacou a importância da universidade como espaço de produção de conhecimento e de construção de respostas para problemas contemporâneos. Segundo a ministra, o enfrentamento da crise climática exige a aproximação entre diferentes áreas do saber e o fortalecimento da relação entre a academia e as políticas públicas. “É um espaço fundamental para que possamos fazer política pública com base em dados e evidências”, afirmou. Para Marina, a contribuição da universidade vai além dos conhecimentos das ciências exatas e incorpora campos como filosofia, antropologia e artes, favorecendo o que chamou, em referência ao pensador francês Edgar Morin, de “encontro dos saberes”.
A ministra também ressaltou o significado de participar da atividade ao lado de professores e lideranças indígenas que integram a comunidade acadêmica da PUC-SP. Nascida em uma comunidade de seringueiros no Acre e com uma trajetória marcada pela defesa da Amazônia, Marina relacionou sua própria experiência à presença dos povos indígenas no ambiente universitário.
O encontro também colocou em diálogo a produção acadêmica, os conhecimentos dos povos originários e a formulação de políticas públicas diante de uma crise que atravessa dimensões ambientais, sociais e econômicas. A realização da atividade pelo PUC no Clima e pelo Programa Pindorama reforçou essa perspectiva ao reunir, no mesmo espaço, diferentes experiências e campos do conhecimento em torno dos desafios impostos pelas mudanças climáticas.